terça-feira, 29 de junho de 2010

Vida capitalista

Trabalho, marcas,
sexo, impressão,
somos larvas,
fúteis da televisão,
a mídia surpreende,
a propaganda influência
o comercial te rende,
é assim todo dia.
Quanto mais se produz,
mais se extrai,
mais se reluz,
e mais se cai.
Por esbanjarem apetrechos,
eles morrem,
por luxos e desfechos,
eles correm,
procuram um lar,
que já fora tomado.
Não há mais lugar,
para "irracionais" animados.
Pensamentos banalizadores
comandam a juventude,
falsos atores
forjam o acude.
Seu dinheiro nasceu do eixo
a cerca de 70 anos atrás,
não há bom nem mau,
Deus nem Satanás.
Alienam as pessoas,
para produzir e gastar,
mas sempre temem
o velho roubar.
Espalham pelo mundo,
essa fome e desejo,
esse é seu inferno,
a fúria do almejo.
Por que um bom ideologismo não vira moda?
Por que ser estúpido é ser foda?

domingo, 20 de junho de 2010

Velho mundo, saudades

Ai que nostalgia! Parece coexistir, não é mais a mesma coisa, é baseada em dogmas por marrombados persuasivos, vândalos e ladinos que sesteam, fruem de tudo e todos, velejam neste mundo de caos e desequilíbrio. Ai que nostalgia dos tempos de luz, mais favoráveis aqueles tempos...

A bandana da carência

Não sei bem o que sinto,
Não sei se é certo,
Não sei de você,
Não sei o que há entre nós,
Não sei o por que de me sentir angustiado
Não sei por que me sinto louco
Sei que estou em pânico
Sei que és tudo e nada
Sei que me faz feliz
E não creio em mais nada... É como se diz:
-É tudo o que quero.
Mas nem tudo posso
Será que afastam esse amor nosso?
Creio que apimentam
Mas é tão doloroso
O que custa um abraço carnoso?

Destinado à aquele homem...

Fazer-me-eis rir,
Sempre pomposo e com sua voz
Te ajudo, cá entre nós,
Entras em pânico, mas não o admite,
O que pode fazer um jovem ouvinte?
Sou mais do que pensas, sou mais do que sabes
Sou os titãs armados com sabres
Criticas minha indisciplina
Rio de seu desespero, visando-o de baixo a cima
Estalas os dedos
Me fazes rir desses seus medos
Sempre repetes, é uma pena,
Não te odeio, não me tema,
Não tenho motivos para te destruir,
E menos você para fugir
Agora mudo para mais puro,
E dou-te um espaço neste mundo
Não faça-me rir de novo
Que escondo teu louvo.

A volta

A tempos vivia em "A cidade sem ninguém", sonhando em um final em "Valhalla", cansado de sempre buscar e me perder em viagens em busca de "A pessoa só para mim" terminei frustrado no frio e na comédia dos maldizeres bebendo vários goles de ilusão, fumando mentiras, e ouvindo verdades que nunca existiram cantadas por escravos com potencial, até que por pura coincidência, ou destino acabei em um lugar que logo de início odiei, amaldiçoei com todo meu ódio e tratei com indiferença, da mesma forma que se tratam dois orcs que se batem por mero adorno élfico. Mas com todo meu instinto de ira, solidão e silêncio terminei olhando um elfo, em companhia de um bardo conhecido, por convenção ignoreios, até que vi a arma exótica do elfo, era um assunto, apenas estranhei me ver socializando, conhecia os riscos, até mesmo os temia, mas fora tarde, a coisa se agravou, denovo, perdido, mas dessa vez em terra estranha, como em uma caverna de gigantes, em meio escuro, o bárbaro cansa de esperar seu fim, pega seu antigo machado, seu elmo, sua coragem ferida e ergue-se, grita desesperado e corre, nós, eu e o bárbaro finalmente nos reencontramos, subimos a caverna, e vimos uma luz, encontramos o tal bardo conhecido e perguntamos qual era o motivo de estar ali parado e não ir para a luz, quando me responde que a luz, por meio de magia não permitia que ninguém passasse, nós, eu e o bárbaro rimos naquele instante, voltamos a ser um só, fomos a luz, ignoramos sua magia, e de olhos fechados, sonolentos acordamos com um arco e nossa face, havia ali um elfo que perdera seu controle emocional, presa fácil talvez para a barbaridade que já conhecíamos, mas era tarde, ja estávamos em "Valimar", como um elfo e um bárbaro sofrido vivem? O que fazem? O que significam? Seja o que for, bárbaro, nunca mais permitirei que deite-se, e elfo, não sei o que significa "Amin mela lle" para você, mas sei o que significa para mim.